Após encerrada a paralisação dos caminhoneiros, o abastecimento de carne de aves e suínos pode levar até dois meses para total normalização, segundo estimativa divulgada pela Associação Brasileira de Proteína Animal – ABPA.

De acordo com informações colhidas do portal G1, durante o período da greve, cerca de 64 milhões de aves adultas e pintinhos morreram. Em nota, a ABPA lamentou as mortes decorrentes da falta de condições minimamente aceitáveis de espaço e quantidade de ração.

Os reflexos da paralisação se estenderam em diversos setores. Na produção de carne, as atividades em 167 unidades de produção de aves e suínos precisou ser suspensa, resultando na interrupção do trabalho de mais de 234 mil pessoas.

Segundo a ABPA, o mercado externo sofrerá um impacto estimado de US$ 350 milhões, visto que, cerca de 100 mil toneladas de carnes suínas e de aves deixaram de ser exportadas.

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) divulgou no último dia 28, um comunicado à imprensa sobre os itens mais prejudicados em decorrência da paralisação.

 “A falta de produtos nos supermercados está mais presente em itens de FLV (Frutas, Legumes e Verduras), carnes, frios, leite e derivados, panificação congelada e produtos industrializados que levam proteínas no processo de fabricação. Todos esses itens formam os grupos de produtos que representam 36% do faturamento dos supermercados. Em terminada a greve, o setor estima que serão necessários cerca de  20 dias para o status normal de abastecimento, especialmente as carnes, cujo processo produtivo depende de mais tempo”.