Um estudo recente da Serasa Experian revelou que das sete milhões de organizações que operam no Brasil, 3,8 milhões estavam inadimplentes em março. Esse dado constata que, apesar da turbulência generalizada no mercado, muitas empresas sofrem com a inadimplência simplesmente porque não se preparam para lidar com ela.

Infelizmente é um ciclo que afeta a todos os envolvidos; distribuidores, fornecedores, lojistas e o consumidor final; contudo, essa é uma questão que inevitavelmente precisa ser acompanhada de perto pelos gestores de qualquer empresa.

Afinal de contas, a inadimplência acaba por ser responsável em frear investimentos importantes direcionados à inovação e expansão. Dito de outra maneira, a lógica é simples, se o dinheiro não entra, a empresa não consegue movimentar o seu negócio.

A verdade é que esse problema pode ser controlado com maior tranquilidade e de maneira mais organizada. Um planejamento estratégico atualizado se torna um dos pilares fundamentais para o gerenciamento das crises que acometem a grande maioria das empresas.

Controlar fluxo comercial é crítico

Parece óbvio falar em estabelecer um planejamento – e dirão alguns, mais fácil falar do que fazer – no entanto, não é incomum verificar que muitas empresas não sabem como definir bases estratégicas para gerenciar imprevistos e ocorrências diversas. Muitos executivos só correm atrás de resolver o problema após a situação já ter se agravado.

Uma das bases para controlar o fluxo comercial é separar os clientes de acordo com o grau de risco. A análise do histórico de cada um permite gerar registros que indiquem a possibilidade de quebra de contrato.

Para não sofrer com os prejuízos financeiros e mitigar com mais eficiência os danos que causam ao negócio, é necessário criar política firmes que antecipem crises eventuais, já que ninguém escapa às conjunturas pessimistas do mercado, ainda mais um mercado específico, como o de cabos de acionamento mecânico.