Em janeiro de 1998 a frota do Estado de São Paulo era de 11.197.440 veículos. Desse total, pouco menos de 10% eram motos. Hoje, duas décadas depois, o número de veículos emplacados praticamente triplicou, enquanto o número de motos aumentou cinco vezes, representando quase 20% da frota paulista atualmente.

Números, divulgados pelo Detran de São Paulo, mostram que as motos ganharam espaço também na capital. Em 2017, na cidade de São Paulo, a frota de motos que antes representavam 6% dos veículos, mais que dobrou, chegando a 13,5% de participação e, a cada 100 veículos nas ruas paulistanas, quase quatorze tem apenas duas rodas.

 

Novos modelos

O aumento da quantidade de modelos de motos ofertados e de concessionárias contribuiu para o crescimento do setor moto ciclístico em São Paulo e no Brasil.

Para se ter uma ideia, no ano de 1997, somente três marcas fabricavam motos no Brasil: Brandy, Honda e Yamaha, que somadas ofereciam 30 modelos ao consumidor. Já em 2017, são dez fábricas de motos instaladas no Brasil, com 178 modelos ofertados.

 

Crédito e uso profissional

Segundo a Abraciclo, entidade que reúne fabricantes de motos, na primeira metade da década de 2000, a concessão de crédito para a população das classes mais baixas estava menos seleta, estimulando e facilitando a compra.

Desde então, as crises financeira e política prejudicaram o setor, sendo o desemprego e a restrição de crédito apontados como responsáveis pela queda, tanto na produção quanto nas vendas.

Porém, além de ser um meio de locomoção, a moto passou a exercer um papel fundamental como ferramenta de trabalho. Hoje, na cidade de São Paulo, existem 220 mil motoboys, chegando a meio milhão no Estado, de acordo com o Sindimoto.SP, sindicato da categoria.