Ao contrário do que é propagado no senso comum, o Brasil, apesar de ser um grande produtor de petróleo, ainda não é autossuficiente para o refino do nosso óleo, que é considerado médio e pesado. Isso porque o país não possui capacidade para atender a demanda de consumo gerada, sendo obrigado a recorrer à importação de outros países.

A dúvida é “por que só agora as variações de preço são tão recorrentes?”

Por muito tempo, a Petrobras vendia gasolina no mercado interno por um valor inferior ao de importação, assumindo os prejuízos bilionários, que com o tempo enfraqueceram ainda mais as finanças da empresa. Se somar isso aos escândalos da estatal e os impostos absurdos, o resultado é um dos maiores preços de combustível do mundo.

Para reverter este cenário, desde junho do ano passado, foi adotado um novo mecanismo de preços, permitindo reajustes para que o preço de venda da gasolina esteja alinhado com o praticado no mercado internacional. Ao mesmo tempo que existe a intenção de não perder espaço no mercado interno.

Segundo a estatal, existe uma avaliação do mercado interno nas decisões das alterações no valor: “Avaliamos frequentemente se haverá manutenção, redução ou aumento nos preços praticados nas refinarias. Sendo assim, os ajustes nos preços podem ser realizados a qualquer momento, inclusive diariamente”.

E além dos reajustes praticados frequentemente, o preço final praticado nas bombas, dependem de cada empresa revendedora e dos postos de combustível.