Após anúncio do BNDES sobre a liberação de R$17,4 bilhões em crédito para investimentos no campo, o mercado agropecuário já se prepara para um 2017 melhor.

Foi só o BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – anunciar que vai liberar crédito para o ano agrícola de 2016/2017 que muitas pessoas já começaram a se animar. Montadoras, concessionárias, lojas multimarcas e de reposição e o mercado como um todo veem nesse aporte uma chance de a economia do país se reestabelecer através do incentivo agrícola, talvez por entenderem que esse era o empurrão que o Brasil precisava.

O anúncio feito pelo banco público diz respeito a uma liberação de crédito que visa o investimento no campo, sendo que dos R$17,4 bilhões, 27% serão destinados à aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas, 11% ao capital de giro das cooperativas e mais de 60% para projetos de investimento para a agropecuária empresarial e familiar.

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Quase que no mesmo período, o Governo do Estado de São Paulo anunciou que irá disponibilizar R$57 milhões para o pagamento de juros do programa Pró-Trator, além de adicionar mais itens ao Pró-Implemento, que agora cobre também implementos automotrizes, auto propelidos e estacionários, e não só os bens acopláveis ao trator.

As duas notícias aparecem para o mercado como um respiro, uma força a mais para a recuperação da economia local, abalada desde o ano de 2014 por conta de, entre outras coisas, escândalos políticos e má utilização de dinheiro público. Todos os setores podem ser afetados por esses investimentos, visto que esse é um estímulo para o ciclo da economia começar a girar e, assim, atingir outros mercados.

Espera-se que esses incentivos façam com que o agricultor renove pelo menos parte de sua frota, reaquecendo a economia das grandes montadoras que empregam milhares de funcionários. Além disso, a confiança do consumidor, fator primordial para a volta do mercado ao patamar esperado, começa a crescer quando se vê que estão sendo feitos investimentos.

Por fim, fica claro que essas notícias não representam uma melhora instantânea da economia do Brasil, mas podem sim significar o começo dessa melhora, que ainda depende de muitas outras circunstâncias para se efetivar. Resta esperar a situação política do país se estabilizar para que o mercado absorva isso e volte a se aquecer.