Embora ainda em queda, o mercado de automotivos pesados e implementos rodoviários já dá sinais de estabilização e, em um futuro próximo, aumento de receita.

Com o fim do mês de setembro está acabado também o terceiro trimestre do ano, época em que os dados mais importantes do mercado são liberados e analisados por grandes empresas, a fim de entender o que se passou no último ano e de traçar suas estratégias para o próximo. Diversos são os dados analisados, podendo ser do mercado, tais como a evolução da frota e da produção, ou do meio econômico, como por exemplo o PIB, índices de juros e inflação e a confiança do consumidor, da indústria e do mercado.

Com os dados em mãos, se faz possível perceber uma possível estagnação do mercado comercial, em específico de automotivo pesado – ônibus e caminhões – e implementos rodoviários – todos os equipamentos utilizados para transporte de cargas. A queda em relação aos primeiros nove meses do ano passado continua clara, mas já se verifica uma sequência de resultados de vendas em torno de 4.000 e 4.200 mil unidades por mês, o que satisfaz as montadoras, visto que se torna possível projetar um crescimento após a estagnação.

Através dos dados do setor comercial é possível também entender o que ocorre em outros mercados correlatos. A venda de veículos semipesados foi a que mais sofreu no último ano, apresentando uma queda de 40,8%, o que pode ser explicado pela sua principal utilização – transporte de eletrodomésticos e linha branca. Esse é mais um indício que o varejo ainda não se recuperou da situação econômica instável.

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Entre os implementos, a maior queda foi nos de linha leve, que apresentaram queda de 36,7% em relação ao ano passado e reforçam a situação do mercado varejista. Os implementos de linha pesada, de reboque e semirreboque tiveram seu volume em baixa de 18,3%, alcançando um total de 18,4 mil equipamentos negociados. O único dado que apresentou alta foi o de exportações – com crescimento de 24,5% – se faz necessário, entretanto, destacar que o volume total não passou das 2,5 mil unidades de janeiro a setembro de 2016.

Por fim, espera-se que entre as medidas apresentadas pelo governo esteja um apoio maior na aquisição desses bens, especialmente através do BNDES, que poderia, na visão da ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários), aumentar sua linha de crédito dos atuais 60% para algo em torno de 90%, possibilitando que a frota possa ser renovada e o mercado volte a girar.