Com mais de 30% do seu território dedicado ao cultivo agrícola – e ainda com cerca de cento e seis milhões de hectares de área fértil a expandir, uma população em crescente ascensão e o status de celeiro mundial (a maior potência em exportações agrícolas) o Brasil é líder de produção e de fornecimento de diversas commodities.

Diante desde cenário favorável, mão de obra e clima propenso para o cultivo, o Brasil é o país que mais utiliza agrotóxicos no mundo. Segundo estudo realizado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco, diversos são os impactos causados pelo uso em demasia de substancias que combatem pragas nas lavouras e ou proporcional uma colheita “artificialmente” mais farta, os impactos variam desde o aumento do risco de doenças como o câncer até a má formação de crianças, que acabam por nascer com deficiências físicas e ou danos celebrais.

Além da alta quantidade de agrotóxicos utilizados em nossas lavouras, o problema está em sua procedência, visto que muitas das substâncias já foram banidas em países como Estados Unidos e grande parte da Europa. O problema parece ainda mais alarmante quando se observa que cerca de 44% dos agrotóxicos mais utilizados no agricultura brasileira, não são permitidos em países desenvolvidos.

Parte desse problema se deve à burocracia que o país enfrenta. Desde 2008 algumas dessas substancia químicas estão sendo avaliados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas o trâmite que incide na análise do bloqueio ou permissão das vendas desses produtos impede uma solução mais ágil.

Muito mais que a comparação com outros países, se faz necessário nesse momento entender o real motivo do uso dos agrotóxicos e a verificação de sua real eficácia para o cultivo, observando se seus efeitos propiciam malefícios à vida humana, e se são realmente necessário em um país com terra e clima tão favoráveis para o cultivo de qualidade.