Com a mudança em seu comando e a volta, ainda que lenta, da confiança do mercado, o país começa a planejar seu futuro no meio rural.

Um dos pilares da economia brasileira, o agronegócio – que apresentou crescimento de 2,45% em seu PIB na comparação entre o primeiro semestre de 2016 e o mesmo período do ano passado – continua sendo a esperança de dias melhores para o país.

O avanço do PIB do agronegócio deve-se muito por conta da alta dos preços e o crescimento de mercado de produtos primários (o que se colhe “pronto” para a venda, como grãos e hortaliças), agroindústria (que precisa de algum processo industrial antes de ser comercializado, como açúcar e suco de laranja) e de insumos (tudo que é necessário para se realizar o plantio, sementes, fertilizantes). Mas não são somente os resultados alcançados durante os últimos meses que fazem com que o agronegócio seja tido como uma válvula de escape da economia brasileira.

No último mês de setembro uma missão oficial saiu do Brasil e passou 25 dias percorrendo 7 países na Ásia – China, Coreia do Sul, Índia, Malásia, Myanmar, Tailândia e Vietnã. Liderada pelo atual Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a missão levou empresários brasileiros para negociar com os asiáticos, que juntos representam 51% da população mundial, e tentar alinhar possíveis acordos comerciais que, segundo o ministro, podem alcançar entre US$1,5 bi e US$2 bi.

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Toda essa viagem teve como principal objetivo aumentar o contato entre os produtores brasileiros e os compradores de outros países, possibilitando que os números de exportação do país cresçam de forma sustentável nos próximos anos. Não obstante desse objetivo, encontra-se a meta do país de conquistar 10% (acima dos 7% atuais) de participação do mercado agrícola mundial até o ano de 2021.