A mulher brasileira ganhou bastante espaço no mercado agrícola com o desenrolar das últimas décadas e da afirmação do seu valor como profissional. Apesar das conquistas, as mulheres ainda enfrentam enormes dificuldades para inserir-se no ambiente agrícola, que ainda prioriza técnicos e empreendedores do gênero masculino.

O agronegócio progrediu com o advento de novas tecnologias e a expansão das técnicas agrícolas implementadas no trabalho. O sucesso das novas tecnologias e práticas também foi prontamente acompanhado de perto pelo público feminino que já estava presente no setor. Com o avanço da profissionalização do setor agrícola, o aumento do número de mulheres na última década passou a ser observado em vários cargos que antes eram dominados pelos homens, como pesquisadoras, administradoras e até especialistas. O último levantamento do IBGE apontou que as mulheres rurais representam 47,9% de toda a população rural do país. A presença das mulheres também é percebida em funções tradicionalmente masculinas, como a operação de tratores e colheitadeiras.

A formação de novos profissionais, capacitados nos novos processos agrícolas, continua a ganhar força no mercado brasileiro, um dos países mais representativos do setor no mundo. Em razão do impacto que o setor possui para a economia do país, a presença de trabalhadores se faz necessária, independentemente de seu gênero e origem. Nesse contexto, podemos observar que, infelizmente, a importância do próprio setor ainda é desconhecida por grande parte da população. Muitas pessoas ainda não valorizam as atividades do trabalhador agrícola, assumindo a equivocada percepção de que se trata de uma função desqualificada e privada de prestígio. A falta de reconhecimento também afeta a inserção das mulheres no setor agrícola. O cenário mais comum, em que a mulher brasileira assume funções no meio agrário, acontece em razão da influência da família que já está estabelecida no campo.

Apesar das dificuldades, o cenário está mudando aos poucos, com a disseminação de informações que adequadamente divulgam os benefícios e caraterísticas do trabalho agrícola. Contudo, entre outras diferenças notáveis, a média salarial que diferencia homens e mulheres ainda é um dos fatores perceptíveis pelos profissionais que atuam no mercado. Essa diferença ocorre em razão do atraso da entrada da mulher no setor. Essa média, contudo, deve se equalizar com o passar do tempo, quando mais mulheres deverão assumir mais posições de destaque e mostrar suas competências e qualidades na execução das operações no campo.

O Grupo Controlflex apoia o aumento da participação da mulher no mercado agrícola. Entendemos que o desempenho pelo serviço independe do gênero, credo, raça ou origem. Parabenizamos a força e esforço das mulheres, bem como de todos os profissionais, que contribuem para a qualidade em nosso trabalho.