A indústria automotiva vinha com alta de 12% no ano de 2018, passando do primeiro milhão em 5 meses. Porém, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – ANFAVEA, a produção de veículos no Brasil caiu 15,3% em maio, quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Esta foi a primeira queda registrada desde outubro de 2016, interrompendo uma sequência de 18 meses de altas. E parte dela resultou da paralização das montadoras por causa da greve dos caminhoneiros, que impediu a chegada de peças e afetando a logística das fábricas.

“Perdemos entre 70 mil e 80 mil unidades de produção. Mas o setor voltou muito rapidamente”, disse Antonio Megale, presidente da Anfavea.

A associação sofreu impacto ainda nesse mês de junho, mas acredita que o volume perdido pode ser recuperado nos próximos meses. No total, 212 mil automóveis, entre eles comerciais leves, caminhões e ônibus foram montados em maio, enquanto em maio de 2017 o volume foi de 250,7 mil.

“Acreditamos que perdemos 25 mil unidades, que poderiam ter sido em emplacadas“, afirmou Megale.

 

Vendas

Nas vendas, a média diária caiu cerca de 15% entre 21 e 30 de maio, segundo as concessionárias. E caminham para terminar junho abaixo do volume comercializado em maio. Acredita-se que, após a greve dos caminhoneiros e diante as incertezas sobre as eleições, o consumidor perdeu confiança para comprometer sua renda com a compra de bens como os automóveis.

Por enquanto as vendas deste mês estão 15% abaixo de maio. A tendência é que essa queda seja amenizada nos últimos dias de junho, porém, ainda assim, Megale disse que o resultado de junho será inferior ao do mês anterior.