O Rota 2030 é um novo programa de desenvolvimento referente à política automotiva brasileira. Com novo foco à indústria, esse modelo de gestão terá uma abrangência de 15 anos, divididos em três ciclos, de cinco anos cada. Dando maior previsibilidade ao setor automotivo e, melhorando as chances de planejamento às empresas. 

O programa, que vem para substituir o Inovar Auto, encerrado no ano passado, prevê que as montadoras terão de acumular R$ 5 bilhões ao ano em investimentos em pesquisa e desenvolvimento, para então ter acesso a R$ 1,5 bilhão a serem abatidos via Imposto de Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ.

Porém, no acerto feito no governo, está prevista a transição de três anos, na qual as montadoras escaparam da obrigatoriedade de investir o montante acordado, entre o período de 2019 e 2021. Sendo que em 2019 o percentual de investimento obrigatório deve ficar entre 0,5% e 0,7% (abaixo de 3 bilhões), crescendo progressivamente até alcançar os R$ 5 bilhões em 2022.

Esta transição para o uso dos incentivos fiscais era o último ponto a ser decidido, e durou meses até ser arbitrada pelo atual presidente, Michel Temer.

 

Confira os principais pontos do programa Rota 2030:

Incentivo tributário para investimentos em P&D: R$ 1,5 bilhão por ano;

Investimento necessário para utilizar esse valor: R$ 5 bilhões;

Regra de transição: Será de 3 anos. A partir do 4º ano os investimentos terão de ser abatidos no próprio exercício;

Duração do programa: 15 anos;

IPI de híbridos e elétricos: Imposto cai de 25% para 7%.