Segundo a agência de risco Moody’s, o ano que vem pode ser finalmente o ano em que o país retoma o crescimento dos últimos anos.

O Cenário Atual

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Quando falamos em Brasil, poucos têm a real noção do que estamos falando, de quão grande é esse país e quantas pessoas moram aqui. De modo simplificado, estamos falando de uma nação de mais de 200 milhões de habitantes, que habita um espaço de mais de 8,5 milhões de km², e com um PIB (2015, mesmo com queda de 3,8% em relação a 2014) de R$5,9 trilhões. Com essas informações talvez você tenha começado a entender a proporção desse país, mas, ainda assim, precisamos lembrar que dados contrários fazem parte de nosso histórico e, então, se faz necessário também levar em conta outros fatores.

– Segundo levantamento feito pelo Departamento da Indústria da Construção da FIESP (Deconcic), o déficit habitacional do Brasil em 2014 era de 6,2 milhões de família. Os dados consideram famílias que moram em domicílios precários ou que coabitam com outras.

– De acordo com o Banco Mundial, a infraestrutura do Brasil é deplorável, principalmente por conta do mercado de construção civil extremamente fechado.

Agora faz-se um diagnóstico simples, onde percebe-se que estamos falando de um país que é, ao mesmo tempo, rico e desestruturado.

Histórico

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É fato que nos últimos anos a situação do Brasil têm melhorado, muito por conta da própria evolução do país, além dos grandes eventos que foram realizados em território nacional – Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016. Porém, nem isso foi o suficiente para sustentar a economia durante o período de queda que se estende de 2014 até agora.

As inúmeras notícias de corrupção se transformaram em uma crise política, que afetou não só Brasília, mas o país como um todo, trazendo desemprego e inflação de volta ao vocabulário cotidiano do brasileiro. Esses fatores, juntamente com a falta de confiança do mercado e de investimento do exterior fizeram com que as obras de estrutura fossem abaladas, deixando um dos setores mais importantes do país com uma queda de 8% no resultado do PIB de 2015.

Mas, e agora?

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A agência de risco Moddy’s fez, em fevereiro deste ano (no auge do caos político e econômico do país) uma reportagem em que afirmavam que o setor de construção civil brasileiro devia voltar aos bons tempos somente em 2017, provavelmente após o segundo semestre.

Eventos recentes ocorridos em Brasília trouxeram ao mercado uma sensação de mudança – ainda longe da tranquilidade que se espera de um país como esse – que pode proporcionar a volta aos trilhos de uma economia ainda emergente. Com 12 milhões de desempregados e uma estrutura precária, é de se esperar que sejam anunciados, ainda esse ano, diversas obras de infraestrutura que tenham como objetivo auxiliar o mercado a retomar a posição de destaque que se via há alguns anos.