A indústria de construção vem enfrentando dificuldades nos últimos quatro anos, sendo o setor que apresentou maior queda entre a média da economia. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, apresentado em 2017, desde o segundo semestre de 2013 o PIB tem apresentado recuo de 5,5%, enquanto o setor de Construção Civil acumula uma queda de 14,3%.

Os números desanimadores se devem à operação Lava Jato, que encolheu as construtoras envolvidas, também à forte queda nos investimentos públicos e ao esfriamento do mercado imobiliário, sem contar a crise econômica.

Apesar de tudo isso, a previsão para este ano é de um cenário mais otimista e com resultados positivos, com o setor retomando seu crescimento com uma margem de 2%, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP).

Entre os fatores que interferem diretamente no crescimento do setor estão a queda das taxas de juros com consequente melhora do crédito, a recuperação da economia e do mercado de trabalho e a perspectiva de retorno dos investimentos em infraestrutura em meio a série de privatizações e concessões promovidas pelo governo federal.

Outro fator que pode contribuir para este resultado é a verba do FGTS, que será destinada ao setor habitacional, totalizando um valor de R$69,5 bilhões. Além dos recursos para o programa “Minha Casa, Minha Vida” que chegarão a R$52,5 bilhões.