Com o início de uma possível recuperação econômica do país, o setor de Construção Civil começa a dar sinais de melhora, ainda que continue caindo.

A luz no fim do túnel realmente existia e, ao que parece, a economia do Brasil está chegando cada vez mais perto dela. Essa é a impressão que temos ao analisar os últimos dados do setor de Construção Civil, um dos mais importantes para o mercado local e que apresenta, finalmente, uma desaceleração dos índices de queda e de custo.

No último mês a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou que a desaceleração do setor está mais branda, principalmente em comparação ao ano passado. Para se ter uma ideia, o índice de evolução do nível de atividade da construção civil foi de 40,1 pontos em maio e 41,2 em junho deste ano, enquanto em dezembro passado ele estava na casa dos 33 pontos. Quanto mais esse número se aproxima de 50, menor é a redução da atividade no setor.

Outro dado interessante para essa análise, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que o Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) foi de 1,09% em julho, enquanto o mesmo índice em junho foi de 1,52%. Entre os grupos, os que puxaram o número para baixo foram, principalmente, Materiais, Equipamentos e Serviços e Mão de Obra. Entre as capitais do país, Brasília e São Paulo foram as que mais tiveram desaceleração do índice.

Ainda assim, nem tudo são rosas no setor.

MIOLO

Mesmo com alguns dados positivos a situação continua delicada e, embora estejamos subindo, ainda estamos no fundo do poço. A utilização da capacidade de operação do setor, por exemplo, ficou em 56% em junho, abaixo de junho de 2015 e da média histórica do mês. Além disso, as demissões continuam, visto que, embora mais leve, a queda continua a atingir o setor, fazendo com que os canteiros de obra fiquem vazios e inativos.

A caminhada para a estabilidade econômica é longa e deve demorar um tempo para ser alcançada, mas pelo menos ela já foi iniciada, restando agora o término da crise política para a econômica se reerguer também.