A venda de motos no mercado brasileiro enfrenta balanços negativos. A Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), divulgou um levantamento com base nos licenciamentos do Renavam (Denatran), que indica que a primeira quinzena de maio registrou uma média diária de 5.449 motocicletas comercializadas. O dado é um volume estável em relação a abril, que contou com 5.453. Se comparado ao mesmo período de 2014 (6.089 motos), verifica-se queda de 10,5%.

Outra constatação foi observada com o levantamento divulgado pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), ao revelar que, no acumulado do ano, o segmento motociclístico apresenta queda de 10,6%.

Na divisão entre regiões, o Nordeste está à frente do Sudeste na venda de motos no país com representação de 35,8%, contra 32,3%. A dificuldade de financiamento é apontada como um dos fatores que afetam o desempenho do setor, visto que a crise econômica nacional conduz à retração de empréstimos fornecidos por bancos.

Enquanto que os números não são favoráveis para as fabricantes, a Honda permanece líder nas vendas, com participação de 80% do mercado. A marca japonesa é soberana no país, já que a segunda colocada, a Yamaha, atinge apenas 12% do total em comercialização. O pódio é completado pela Suzuki, com 1,40%.

Apesar da queda, busca por motos é crescente

Embora os dados não demonstrem um cenário otimista para o segmento de motos, o portal WebMotors revelou em um estudo, que a procura por motos no país é crescente. Consta-se que nos últimos oito anos, a procura aumentou 194%. Nesse mesmo período, a quantidade de anúncios online também cresceu consideravelmente, com registro positivo de 445%.

A declaração do presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, revela também algumas análises sobre o momento atual da venda de motos: “O mercado reflete os sinais de incertezas do cenário macroeconômico. É um momento de cautela, uma vez que o consumidor se mostra apreensivo, diante do baixo crescimento da economia brasileira, aceleração da inflação e riscos à empregabilidade. Após as férias coletivas de meio de ano, esperamos uma melhora nos negócios em função de fatores que poderão estimular o mercado, como o Salão Duas Rodas, programado para o período de 7 a 12 de outubro e que contará com lançamentos e muitos atrativos para os consumidores de motocicletas”.

Com Anfamoto e Diário de SP